10
abr

Seguro cobre danos causados por fenômenos naturais?

Ao contratar o seguro de automóveis, uma minoria de pessoas se preocupa com eventuais danos causados por fenômenos naturais. Mesmo aqueles que possuam essa garantia, o motorista não poderá se expor ao risco desnecessário, para não perder o ressarcimento.

Nos dias 8 e 9 de abril, o Rio de Janeiro registrou a pior chuva nos últimos 22 anos. 10 (dez) pessoas morreram e muitas ficaram ilhadas, sem conseguir sair do meio da lama ou chegar a suas casas.

O estágio de crise da cidade causou muitos transtornos e impedimentos nas vias. Enchentes e alagamentos, cidadãos andando com água até a cintura e automóveis mergulhados em lama foram cenas comuns da noite de chuva.

Como citado, a maioria das seguradoras cobram uma taxa extra para danos da natureza. Porém, apenas se o condutor não agravar o risco. Isto porque as empresas alegam que assumir o risco acarreta responsabilidade do cliente.

Podemos citar como exemplo um condutor que decida atravessar uma rua alagada ou um bolsão d´água, e seu carro fique enguiçado. Nesse caso, o seguro poderá se negar a cobrir o dano, pois o motorista agravou o risco assumido pela seguradora.

O dano causado pelo raio é um fenômeno natural garantido pela cobertura básica das seguradoras. Todavia, outros eventos naturais requerem resguardos mais amplos.

Conheça os fenômenos da natureza que são cobertos apenas por taxas adicionais nos seguros:

Automóvel preso em alagamento ou inundações podem causar danos ao motor, lataria, estofamento, carpete, entre outros. Se coberto pela empresa, há ressarcimento, caso o motorista não exponha seu carro ao risco desnecessário.

O granizo pode danificar a lataria, que será coberta pela seguradora. Vidros e para-brisas quebrados serão reparados se a apólice do seguro contar com o complemento.

Queda de árvores poderá ser cobrada da Prefeitura ou do dono do terreno, dependendo do caso. Esse processo de ressarcimento é mais trabalhoso.

Dra. Cecília Macedo

OAB/RJ 223.161